Em 2019 fizemos algumas dezenas de viagens a Viseu. É a cidade do Centro de Portugal que mais visitamos. Não apenas para estar com os familiares, é a própria cidade que nos convida.
Suas esplanadas, praças, parques, jardins são o que há de mais belo deste lado da Europa. E, como eu não canso de afirmar, o mais belo e o melhor de Portugal é gratuito. Caminhar e olhar a paisagem é uma atividade saudável e prazerosa que não custa dinheiro.
Quem tenta apenas sentar e apreciar a paisagem em muitas regiões do mundo é logo assaltado e pode morrer. Aqui não.
A verdadeira riqueza de Portugal está na paz, no sossego. Viseu é uma das cidades grandes mais próximas da nossa casa. E que mesmo já tendo shoppings e coisas do mundo cosmopolita ainda guarda recantos de extremo sossego.
Associação de Imigrantes Mundo Feliz faz nova visita a Seia e Serra da Estrela Foto: José Luiz da Silva
Imigrar é sempre a busca por novos ares. É também infelizmente para alguns a única hipótese de continuar a respirar. Pisar em solo estrangeiro sem saber o que há pela frente é um desafio que integra parte importante da história de Portugal.
Portugal é cada vez mais global Foto: José Luiz da Silva
Estes desbravadores percebem neste início de novo milénio um movimento contrário. São as terras portuguesas que estão a ser desbravadas. Zonas inteiras são invadidas, num sentido às vezes muito positivo, por uma onda de estrangeiros.
Cada um pense por si, se isso anda a correr bem ou mal, mas que todos concordem que isso está a modificar a vida de todos neste país.
Resultados directos da imigração:
Uma mistura cultural e antropológica e também uma crescente diversificação e enriquecimento das opções de força de trabalho, decorrem de uma forma acelerada neste país. Isso pode por um lado dar impulso à indústria e ao comércio com a chegada de novos cérebros e braços. E de consumidores. Mas também tira da zona de conforto o trabalhador nacional que volta a buscar estudo e qualificação para concorrer no mercado de trabalho. Há ainda quem fale em precarização do trabalho visto que o imigrante, por sua condição, aceita a restrição de alguns direitos.
Neste movimento de entrada de pessoas há procedimentos administrativos e jurídicos a serem realizados e não é raro que os imigrantes entrem despreparados para tudo isto.
A
importância das organizações de imigrantes:
É neste contexto que ganham relevo as organizações sociais voltadas ao acolhimento de
Cecília quer dar a conhecer o interior de Portugal Foto: Carla Adriana de Aquino
imigrantes. A Associação de Imigrantes Mundo Feliz, com escritório em Algés, acolhe há quase uma década estrangeiros de todo o mundo que imigram para Portugal. A própria presidente, Cecília Minascurta, é imigrante e conhece bem os desafios de recomeçar a vida em uma nova terra.
A vertente principal da associação é dar apoio aos estrangeiros para que vivam em Portugal de forma legal. Com todos os documentos, direitos e a contribuir com o país, ao pagar todos os impostos e gerar desenvolvimento. Além disso a associação desenvolve acções de assistência social com a distribuição de alimentos e roupas para pessoas que, por motivos maiores, ainda não estão a trabalhar.
Lazer do imigrante é conhecer o país
Outra acção de relevo são as viagens organizadas pela associação. Cecília dá muita importância às visitas ao interior do país. Principalmente a zona do centro e Serra da Estrela. Os primeiros associados, e a própria presidente, imigraram de países de imenso frio e buscam amenizar a saudade das nevascas do leste europeu. Mas há também os imigrantes dos trópicos, principalmente de África e Brasil, que chegam curiosos por conhecer neve. A Serra da Estrela é nesse aspeto o melhor destino. Mas a visita também tem como objectivo dar a conhecer esta zona para estimular a povoação do interior.
Destaque
desta viagem: O embaixador do Panamá
Um dos destaques desta viagem foi a presença do novo Embaixador do Panamá em Portugal, Dr. Pablo Garrido Araúz, acompanhado na visita à Serra da Estrela por funcionários da embaixada. Ele disse que acompanha e valoriza o trabalho da associação de imigrantes e considera estas viagens como oportunidade de integração entre os mais diversos povos que vivem em Portugal. Afirmou estar muito satisfeito em conhecer a Serra da Estrela.
O embaixador é empenhado na promoção do bem estar dos cidadãos do seu país e busca incessantemente as melhores hipóteses de formação principalmente para os mais jovens. Ele visitou há poucos dias a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique com o objectivo de melhorar a cooperação entre a Escola e o Panamá, nomeadamente com o IFARHU que atribui bolsas de estudo aos alunos panamianos que pretendem estudar na ENIDH.
Parceria com o nosso site
Desde o início de 2019, o site www.portugaltem.euestá a contribuir para que essas visitas se tornem mais frequentes. É feita a divulgação dos melhores meios para que a viagem decorra da forma mais confortável e segura. Também foi mediado o contacto com o Presidente Paulo Pina, da União das Freguesias de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros, que muito contribuiu ao indicar o alojamento e dar as informações necessárias para as visitas. Nós percebemos o relevo de trazer pessoas a esta zona. O comércio local agradece. Produtos regionais como casacos, calçados, queijos, vinhos, licores e artigos de artesanato são vendidos aos visitantes. “Levam o nome de Seia às outras zonas do país e deixam cá algum dinheiro, e isto é importante” disse uma vendedora, feliz ao atender os imigrantes.
Valorização do interior
O governo português já de longa data busca meios de direccionar ao interior do país alguma hipótese de desenvolvimento. Acreditamos que é nesse aspeto que todos os residentes em Portugal devem espontaneamente contribuir, da forma que for possível.
O site www.portugaltem.eu estar a ser desenvolvido com o objectivo de divulgar tudo o que Portugal tem. A arquitectura, manifestações culturais e principalmente as paisagens. Declaramos insistentemente que o melhor que Portugal tem é gratuito. São as paisagens, que conquistam os olhares do mundo, e as manifestações culturais das vilas e aldeias, do interior do país. Viajamos o país inteiro e estaremos a publicar tudo que encontrarmos. Mas o objectivo do Portugal tem continua a ser mostrar que Portugal não tem somente as cidades de Lisboa, Porto e Coimbra.
Nosso lema é"Sejam sempre muito bem vindos ao interior de Portugal. Onde o melhor é gratuito".
Mary Olininho
A equipa deste site parabeniza à senhora brasileira Mariane Olino que começou esse movimento de valorização do interior através do seu canal no youtube e de suas postagens no Instagram. Ela reside há bastante tempo no interior de Portugal e faz um trabalho valoroso nesse aspeto, a explicar que morar neste país é bom, mas morar no interior é ainda melhor. Mariane tambémpresta assessoria para que as pessoas migrem para Portugal apenas de forma legal e segura.
Mais informações:
Associação de Imigrantes Mundo Feliz
Contactos
Cecília minascurta
tlm: 968 472 247 fixo: 214 103 917 | 214 180 864 email: geral@mundofeliz.Pt Rua Dr. Manuel de Arriaga, nº20a 1495-019 Algés Rua Luís de Camões, nº32a 1495-081 Algés
O
brasileiro Ardyson Carvalho é dançarino, músico e produtor
cultural. Ele vem sendo reconhecido, com justiça, como um dos
maiores defensores do forró tradicional atualmente em atividade na
Europa. Seu engajamento no movimento de resistência em prol da
cultura tradicional brasileira e principalmente nordestina, tem
levado o forró a vários países do mundo.
Ainda
em 2012 ele já recebia convites para ministrar workshops na Itália.
“Fui para Itália e morei três meses por lá. Dava aula e tocava”,
relembra Ardyson. Este trabalho na Europa foi tomando proporções
cada vez maiores e a imprensa brasileira e internacional já noticiou
dezenas de eventos europeus ao longo desses anos protagonizados por
este brasileiro.
Esta
semana, por exemplo, Ardyson ministra workshops na França, na
Alemanha e em Portugal. “Estou trabalhando e fazendo shows levando
o pé de serra", acrescenta.
Mantendo
o espírito humilde, que seus alunos e seguidores já conhecem,
Ardyson deu toda a atenção às fãs, Márcia Melo e Carla Adriana,
em um encontro casual na Praça do Rossio, Baixa do Chiado, Lisboa.
“Foi
um encontro emocionante”, relata Márcia, que mudou-se à pouco
para o país de Pedro Álvares Cabral. “É maravilhoso encontrar em
Portugal um artista como Ardyson, que traz à Europa esta maravilha
da cultura brasileira, que é o forró. E ser tão bem tratada por
ele”, complementa.
O
artista mineiro também não escondeu a alegria em ser reconhecido
pelo trabalho que desenvolve. “É uma correria muito grande,
cheguei ontem da França, estarei esta semana na Alemanha e já volto
ao Brasil. Esta energia dessas pessoas maravilhosas que encontramos é
essencial para a nossa vida”, disse Ardyson.
Ardyson Carvalho é
produtor e criador do evento nacional de forró pé de serra MINAS
ROOTS que teve início em 2008 com o nome Camping Roots, atualmente
está na sua oitava edição.
Em
2017 criou o Projeto Retrato de um Forró, com o intuito de
fortalecer o movimento cultural do Forró no mundo. Sua apresentação
aconteceu em dezembro daquele ano na cidade de Lisboa (Portugal), com
o encontro dos professores Ardyson Carvalho e Guilherme Veras e
contou com a participação de diversos professores e forrozeiros,
grandes representantes desta cultura.
São Romão é
uma vila pertencente à União das Freguesias de Seia, São Romão e
Lapa dos Dinheiros, concelho de Seia, com 17,92 km²
de área e 2743 habitantes e densidade de 153,1
habitantes/km².
Recostada nas abas
da Serra da Estrela, avistando-se o Caramulo a oeste, a
seus pés estende-se a várzea da Assamassa, irrigada pelas águas vindas
do Rio Alva que, desde 1674, deram força aos
"engenhos" moageiros e de manufactura das lãs. Isso mesmo abonam
os seguintes números: as "Memórias Paroquiais de 1758" do padre
Luís Cardoso referem 28 moinhos e 11 pisões; em 1789, o
"Livro de Varejo (inspecção) dos Panos da Villa de Sam Romam"
registava 85 fabricantes. Seis (6) enormes rodas hidráulicas, activas até há
quarenta anos, proporcionavam energia a outras tantas fábricas. Uma delas,
fundada em 1858, tem-se mantido ininterruptamente na mesma família.
Trata-se da vila mais rica do
concelho, não só em recursos naturais mas também
em património arqueológico e arquitectónico.
A cultura do milho era a
maior riqueza agrícola desta terra. Mas, nos últimos vinte anos,
as pastagens tomaram o lugar dos milharais, e os rebanhos vão
pontuando a paisagem que, socioeconomicamente, é agora
completamente diversa.
Há indícios arqueológicos que provam a
existência de povoamento, mais de 3000 anos antes de Cristo. Tudo indica que o
S. Romão actual teve origem num castro existente no "Cabeço do
Crasto". Este monte, devido à sua situação privilegiada, foi conquistado e
ocupado pelos Romanos, cujos vestígios ainda são bem visíveis. Os habitantes do
"Crasto" desceram à planície e, dedicando-se à pastorícia e à agricultura,
foram povoando as imediações dos terrenos agrícolas, estabelecendo-se
preferencialmente na zona de transição entre a montanha e as terras de cultivo.
Tudo isto aconteceu à vista do
"monte romano"– o "Crasto". E, como Romão, o santo
soldado, também era romano, não é de estranhar que, ao pé do "cabeço
romano", surgisse uma povoação com o nome de São Romão.
Há notícia de, em 1057, ter sido
reconquistada aos mouros por D.
Fernando, o Magno. Em 1106, os pais de D.
Afonso Henriquesconcederam carta de povoamento de S. Romão a
dois presbíteros,
João e Fafila. Estes, por sua vez, doaram todas as terras que aqui possuíam, e
eram muitas, ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Em 1138, D. Afonso
Henriques confirma a doação e dá carta de couto da
«ermida de S. Romão» ao predito mosteiro. Tendo fundado aqui um convento, os frades de Santa Cruz ocuparam-no em
junho de 1142.
Senhor de algumas povoações e vastas
terras nesta região, o Mosteiro de Santa Cruz concedeu carta de foro aos habitantes de S. Romão em 1144.
Com este primeiro foral, estavam lançados os fundamentos da Vila de São Romão.
Foi sede de concelho entre o
século XIII e 1836. Era constituído por uma freguesia e
tinha, em 1801, 1426 habitantes.
A lei 11-A/2013, extingue a Freguesia
de S. Romão e a agrega numa nova freguesia, chamada "união das freguesias
de Seia, S. Romão e Lapa dos Dinheiros", com sede na vila de S. Romão.
Fotos: José Luiz da Silva Contacto: +351 918 036 535 Texto: https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Rom%C3%A3o_(Seia)
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