terça-feira, 21 de janeiro de 2020

A beleza da barragem do Vale do Rossim

A barragem de Vale do Rossim localiza-se no concelho de Gouveia, distrito de Guarda, Portugal. Compõe o rio Ribeira da Fervença, na bacia hidrográfica do Mondego. A barragem entrou em funcionamento em 1956. A zona tem algumas das mais belas paisagens da Serra da Estrela

Fotos: José Luiz da Silva

Nesta época do ano a água pode chegar a congelar.

sábado, 18 de janeiro de 2020

A ovelha morre para alimentar o "dono"


Todos os anos muitas coisas entram para a história. A minha história. A nossa história. Não me refiro à política brasileira, onde o eleitor parece votar pelo retorno a um regime ditatorial. Falo sim de experiências pessoais raras, algumas são maravilhosas. Outras nem tanto. Na noite fria deste domingo de outubro também não falarei do encontro casual, acidental, que me decorreu há dois meses, com uma dama que me tem aquecido as noites, mesmo à distância, com suas doces palavras de afeto, recitadas ao telemóvel com prazer e paixão.
Optarei, para ser breve, por falar de dois encontros com Estrela, uma ovelha negra jovem que me deixou duplamente alimentado e satisfeito, mas também pensativo.
Estrela é um nome apropriado para esta ovelha nascida na Serra da Estrela, região central de Portugal. O seu criador, é um grande amigo português que, por extrema timidez, me fez jurar que não revelaria o seu nome.
Ele me apresentou Estrela há duas semanas, eu a fotografei e postei a imagem de rara beleza negra nas minhas redes sociais. Lembro que mostrei pra ela a fotografia e que ela ficou parada a olhar como se contemplasse um espelho, sem saber que era a última vez que a via.
Hoje em visita ao amigo, tive o segundo e definitivo encontro com Estrela. Ele me mostrava, cheio de contentamento, que nenhum dos alimentos à mesa vinha do talho (açougue) ou do mercado.
Em uma panela havia batatas, cenouras, cebolas e feijão verde colhidos na sua quinta aqui em São Romão. E, ao lado, uma jarra com vinho feito artesanalmente com uvas também desta região. Tudo isto em acompanhamento a Estrela. Sim, na panela maior estava Estrela. Quente, mas morta, cozida. Ela foi morta para nos alimentar.
Essa é a vida, amigos. Hoje somos fotografados, elogiados, queridos, admirados. 
Amanhã poderemos morrer para alimentar quem pensávamos que cuidava de nós. 
Isso também se aplicaria à nossa condição de empregado? Ou de eleitor?

Foto/texto: José Luiz da Silva 
Outubro de 2018.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

São Romão - Serra da Estrela


Viva com um propósito



Quando acordamos, todos os dias, muitas coisas começam a acontecer. 

Falamos com alguém. Pessoalmente ou por outros meios. 

As pessoas concordam, discordam. Nos afagam, nos agridem, nos ignoram. 


E o dia vai passando. 


Às vezes, os minutos passam muito lentamente em determinadas ocasiões e as horas podem passar voando, de acordo com as circunstâncias. Quando fazemos coisas que dão prazer parece que é sempre muito rápido. Sentimos que podia ter durado um pouco mais. As coisas que fazemos apenas por obrigação parecem não acabar nunca, mesmo que não sejam muito longas. 


Por isso é recomendável saber claramente onde quer chegar, para onde está indo. A reforma, a aposentadoria, parece ser um sonho impossível para a maioria das pessoas.


Trabalhar até o fim é necessário para manter as condições dignas de existência que se conquistou.


Os planos que se fazia para os anos futuros podem ser adaptados ao presente. As horas livres em um dia de trabalho podem ser melhores que as férias e a aposentadoria ou reforma. 

As próprias horas de trabalho podem ser menos dolorosas se for possível encontrar algum sentido naquilo que se faz. 


O mais importante é que a vida não seja nunca encarada como um fardo, algo que queremos descartar. 


Cada coisa que acontece ao longo do dia são ingredientes que compõem a existência, queiramos ou não. São desafios que testam a nossa força, a nossa capacidade e a nossa paciência. 


E, haja paciência!


Se a vida fosse fácil, seria um tédio. Se fosse confortável morar na caverna ainda estaríamos lá. Perceber o que as dores diárias nos ensinam pode ajudar a conviver melhor. 


Não é possível evitar todas as dores da existência. Apenas existir já é doloroso. Mas é possível achar algum sentido na vida para ter claro para onde está a caminhar. 


É possível e necessário ver o abismo antes de estar à beira dele.


E nem todos os caminhos levam a abismos.


Então, quando acordamos, todos os dias, podemos fazer algo que nos leve para perto ou para longe de onde queremos ir. 


A primeira coisa a fazer é decidir intimamente o que quer. De verdade. E sem colocar a opinião dos outros acima da sua nessa decisão. 


Mas é preciso aceitar que quanto maior o sonho, maior o preço a pagar.


Sabendo o que quer, começa a ação. 


Ação contínua, diária, focada. Isso vale para iniciar e administrar um casamento, uma lavoura, uma grande empresa, ou qualquer outra coisa.


Tasquinha do Sabugueiro

  Em visita à Serra da Estrela, conheça a Tasquinha do Sabugueiro. Onde encontrarás o Sr. Carlos e a Jacinta que prestam o melhor atendiment...